O varejo eletrônico movimentou R$ 10,5 bilhões em 2009 (e-Bit). Pelo menos 15,2 milhões de pessoas já passaram pelas lojas virtuais, adquirindo produtos na web.
Podemos dizer que estamos vivendo a fase do amadurecimento do e-commerce no País. Fatores como falta de confiabilidade ou mesmo informação para o mercado são pontos que, aos poucos, vão deixando de existir por conta dos investimentos do varejo online em promover uma nova cultura de consumo. Atualmente, mais de 86% dos consumidores estão satisfeitos com o e-commerce, de acordo com o levantamento feito pela e-bit com o MIS (Movimento Internet Segura).
O alto índice de crescimento conquistado pelo comércio eletrônico é fruto também das diversas condições de pagamento e descontos ou isenções no frete. A classe C é um dos setores que se beneficia desse universo e vem participando ativamente do comércio eletrônico. Hoje, é o maior público consumidor de e-commerce, representado por 50%, a outra metade pertence às classes A e B. Cerca de 80% das compras online são parceladas e o cartão de crédito é um dos maiores responsáveis.
Diante desse movimento, lojas virtuais surgem exatamente para atender a esse mercado e vêm atingindo seus objetivos de forma surpreendente. Exemplos como Casas Bahia e varejistas menores – PortCasa e Nova Flor – estão aí para provar a força desse nicho no comércio eletrônico. Em matéria publicada no Jornal O Estado de S. Paulo (23 de maio de 2009, caderno Economia/Internet) essas três lojas virtuais ganharam destaque. Em um ano de mercado, a loja virtual da PortCasa, apenas em 2008, respondeu com 26% do faturamento total do grupo, totalizado R$ 12,6 milhões. A Nova Flor cresceu 174%, de 2007 para 2008.
Fatos como esse demonstram uma evolução significativa, mas que não vem apenas acompanhada da página disponível na internet. Para potencializar o e-commerce e atrair ainda mais receptividade junto à classe C, uma das ações mais mensuráveis e assertivas é o e-mail marketing. Uma pesquisa da Associação Norte-americana de E-mail Marketing apontou que o canal traz o maior ROI entre todos os métodos de marketing direto. O ROI médio em e-mail marketing é de US$ 45,06 para cada dólar investido, mais do dobro do ROI conseguido com o marketing na internet, que é de US$ 19,94.
A ferramenta vem se tornando fator-chave na comunicação entre o varejo e o atual ou futuro cliente. É possível saber a exata taxa de abertura a cada ação enviada, mas, acima de tudo e o principal, quem clicou. Descobrir quem realmente interagiu com a campanha da loja virtual é algo como achar o “tesouro” no fundo do mar, em meio a tantos destinatários.
O público C tem suas particularidades. Seu hábito de compra não é semelhante ao das outras classes sociais. Ele vê preço, parcelamento e busca algo que realmente atraia sua atenção, não compra por comprar e se precisar deixar de adquirir algo no virtual porque sabe que na loja física popular o valor é mais acessível, ele desliga o computador e não se preocupa se tiver que se locomover ao que antes já estava acostumado.
Nesse momento, até a peça promocional disparada por e-mail tem que ser muito chamativa. As mensagens, preferencialmente, devem ter conteúdo altamente promocional, assunto do e-mail extremamente atraente com referência à promoção/parcelamento de maior destaque e preços em letras atrativas.
Falamos do e-mail marketing como uma das mais mensuráveis ferramentas e que aumentam as chances de conversão em vendas, se bem trabalhado, claro. Mas, junto a isso, investimento em links patrocinados, busca orgânica, banners em sites que falam com seu público, participação em redes sociais, parcerias com grandes marcas, entre outros inúmeros recursos digitais devem ser estratégias fundamentais para uma operação bem-sucedida, seja com o público A, B ou C.
Abriram-se as portas do comércio eletrônico para a classe C. A nós, cabe um trabalho que faça jus ao cenário, ou ainda, melhor elaborado para fazer valer a nossa marca em relação à concorrência. Seremos capazes de dizer, a cada liberação de balanço do e-commerce: Faço apenas parte ou estou entre os principais fatores dessa evolução?
Por Walter Sabini Junior – ceo da Virid Interatividade Digital
Fonte: Propmark
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